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Representantes da área de Fiscalização e Monitoramento do Banco Central do Brasil visitaram diretores e cooperados da Coamo e Credicoamo, nos dias 7 e 8 de maio. Eles foram recepcionados pelos diretores das cooperativas, em Campo Mourão.
A semana foi iniciada na Coamo com a comemoração, em 25 de maio, do Dia da Indústria. No programa de rádio Informativo Coamo deste 27 de maio, o diretor Industrial, Divaldo Correa, destacou a importância dos parques industriais da cooperativa.
O BRDE reforçou a carteira de crédito sustentável com nova oferta do BNDES Fundo Clima, linha voltada a projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e aumento da resiliência de empreendimentos.
Chuvas mais regulares em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do país favoreceram o desenvolvimento das lavouras brasileiras entre os dias 1º e 21 de maio. As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Conab.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres — ANTT autorizou, na quinta-feira passada (21/05), o início da cobrança nos pórticos de cobrança automática em fluxo livre — Free Flow — P02, em Mauá da Serra, e P07, em Londrina (PR).
A inadimplência no Brasil alcançou níveis históricos em 2026, impactando milhões de famílias e comprometendo a capacidade de planejamento financeiro da população. Diante deste cenário, o Governo Federal lançou, em maio, o Programa Desenrola 2.0.
Na 3ª semana de maio de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus dessa segunda-feira (25/05).
As novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) entraram em vigor no domingo (24/05), a partir das 18h, ampliando o cadastramento das operações de transporte rodoviário remunerado de cargas.
O Sistema Ocepar promove no dia 11 de junho, das 8h30 às 17 horas, em Curitiba, o 1º Fórum de Agroindustrialização das Cooperativas Paranaenses. O objetivo é promover o debate e o intercâmbio de experiências para fortalecer a agroindustrialização no cooperativismo paranaense.
As cooperativas de crédito Sicredi que atuam no Paraná e São Paulo ultrapassaram 500 mil associados em abril, um marco nos 27 anos de história da Central Sicredi PR/SP. Neste contexto, as cooperativas atingiram, também, a marca também de R$ 5,3 bilhões em recursos administrados nos dois estados, configurando um aumento de aproximadamente 6%, nos dois indicadores, nos primeiros meses do ano.
Atualmente o sistema de cooperativas Sicredi possui dois milhões de associados nos 10 estados que atua, e a meta estabelecida no Planejamento Estratégico 2011-2015, é chegar a três milhões e meio de associados.
Foco - De acordo com o presidente da Sicredi Participações e Central Sicredi PR/SP, Manfred Dasenbrock, esta conquista cumpre com as metas estabelecidas no planejamento estratégico da Central, com foco no aumento da base de associados e no crescimento dos depósitos, para ampliação das carteiras de crédito. Para esta conquista, os dirigentes e executivos das 39 cooperativas em atuação nos dois estados estão conduzindo diferentes projetos com suas equipes, para aprimoramento dos resultados, como: treinamentos corporativos, ações de marketing, campanhas de endomarketing, ações de aproximação com as comunidades (como o Programa A União Faz a Vida), a ampliação da participação dos associados na gestão da cooperativa pelos Programas Crescer e Pertencer, entre outras que diferenciam as atividades das instituições financeiras cooperativistas das demais. Entre elas, o resultado de R$ 44 milhões em sobras (lucro da operação), apenas no primeiro trimestre de 2012.
Ano internacional - As cooperativas de crédito têm se firmado no mercado financeiro como um sistema mais inclusivo, participativo e justo, atuando como instrumento de organização econômica da sociedade. A ONU reconheceu essa importância e declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas. "No Sicredi, a utilização de produtos financeiros como conta corrente, cartão de crédito, investimentos, seguros e consórcios, trazem benefícios aos associados, pois os resultados de uma cooperativa de crédito são repassados proporcionalmente ao volume das suas operações e reinvestidos no lugar onde vivem, fortalecendo a economia da região", explica Dasenbrock.
Sobre o Sicredi - O Sicredi é um conjunto de 115 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento (mais de 1.150 unidades de atendimento), distribuídas em 10 Estados* - 905 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.
* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás. (Imprensa Sicredi)
O preço pago ao produtor de leite em março deste ano registrou um incremento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados fornecidos pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O valor do litro de leite fechou o mês a R$ 0,80, ante R$ 0,72 do mesmo período do ano passado. Fábio Mezzadri, pesquisador do Deral, afirma que para os próximos meses, a tendêndia é de que os valores se mantenham ainda em patamares elevados, principalmente porque o período de entressafra praticamente já começou. Em abril, afirma o pesquisador, o preço seguiu estável na casa do R$ 0,80/l, contra R$ 0,77 em abril de 2011.
Influência do clima - De acordo com Mezzadri, um dos fatores que motivou a elevação no valor do litro do leite foi a estiagem que ocorreu no início do ano. Segundo ele, a queda na qualidade das pastagens reduziu a captação do produto em muitas regiões do País. Com isso, acrescenta o pesquisador, o valor do produto se elevou. Mesmo com uma diminuição na oferta, Mezzadri aponta que esses efeitos já proporcionam uma certa rentabilidade ao setor. Entretanto, a elevação dos preços do litro de leite não tem sido motivo de comemoração para aqueles que produzem. Valdeir Martins, produtor da região de Londrina, destaca que os custos de produção também acompanharam esse aumento. ''Hoje o produtor recebe, em média, R$ 0,80/l, mas o custo de produção gira em torno de R$ 0,75'', lamenta. Martins sublinha que a explosão do preço da soja e do milho encareceu muito a atividade. ''Infelizmente a tendência é de que os valores desses insumos continuem em alta''. Martins acrescenta, contudo, que até a próxima entressafa não há perspectiva de queda nos preços dos insumos.
Consumo restrito - A pesquisadora Aline Ferro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), explica que os problemas climáticos vêm afetanto a produção de leite no Paraná desde o ano passado. Em 2011, o índice de captação do Estado caiu em torno de 2%. ''Nesse início de ano, verificamos menos disponibilidade de leite no mercado'', explica. Para complicar ainda mais a situação, Aline completa que o consumo ficou bem restrito no início do ano. Atualmente, afirma Mezzadri, o Paraná, que hoje possui 114 mil produtores, é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção anual de 3,6 bilhões de litros. O Estado, de acordo com o Deral, fica somente atrás de Minas Gerais (8,4 bi) e Rio Grande do Sul (3,63 bi). Mezzadri destaca que o Paraná tem uma participação de 11,7% da produção brasileira de leite.
Consumo restrito - A pesquisadora Aline Ferro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), explica que os problemas climáticos vêm afetanto a produção de leite no Paraná desde o ano passado. Em 2011, o índice de captação do Estado caiu em torno de 2%. ''Nesse início de ano, verificamos menos disponibilidade de leite no mercado'', explica. Para complicar ainda mais a situação, Aline completa que o consumo ficou bem restrito no início do ano. Atualmente, afirma Mezzadri, o Paraná, que hoje possui 114 mil produtores, é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção anual de 3,6 bilhões de litros. O Estado, de acordo com o Deral, fica somente atrás de Minas Gerais (8,4 bi) e Rio Grande do Sul (3,63 bi). Mezzadri destaca que o Paraná tem uma participação de 11,7% da produção brasileira de leite.
Mercado dividido - De acordo com um estudo realizado pelo Cepea, a menor oferta de leite nas principais bacias leiteiras aumentou a competição pela matéria-prima entre os laticínios e cooperativas. Segundo uma pesquisa realizada pela entidade, 56% das indústrias consultadas acreditam em uma estabilidade de preços daqui em diante. Mas para 40% dos agentes financeiros consultados pelo Cepea, há uma grande chance do setor ter uma nova alta de preços. (Folhaweb)
A Informa Economics aumentou, na sexta-feira (04/05), suas estimativas para a área de milho e aumentou para a soja na safra 2012/13 dos Estados Unidos. Para a soja, a projeção passou de 30,39 milhões de hectares (75,1) milhões para 30,68 milhões de toneladas (75,822 milhões de acres). Em março, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou uma área bem menor, de 29,91 milhões de hectares (73,902 milhões de acres). A projeção é maior do que os 30,35 milhões de hectares (75 milhões de acres). Já para o milho, os números foram reduzidos. A consultoria estima que sejam plantados 38,9 milhões de hectares (96,214 milhões de acres) na temporada 2012/13. Em março, foram estimados 38,65 milhões de hectares (95,5 milhões de acres). O USDA projetava, em março, 38,79 milhões de hectares (95,864 milhões de acres). Caso o número da Informa se confirme, a área destinada ao cereal irá superar o espaço da safra anterior, de 30,35 milhões de hectares (91,9 milhões de acres).
A Confederação da Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) estimou que o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário deve crescer 5,3% em 2012, atingindo R$ 351,7 bilhões. O VBP da agricultura deve crescer 1,5%, para R$ 205,42 bilhões. Já o VBP dos produtos pecuários deve chegar aos R$ 146,3 bilhões neste ano, alta de 11,2%, em comparação aos R$ 131,5 bilhões registrados em 2011. O destaque deverá ser o valor bruto da carne bovina, que deve chegar a R$ 60,2 bilhões neste ano, 6,3% superior a 2011. A CNA também divulgou dados sobre a balança comercial do agronegócio em março. O saldo foi de US$ 6,2 bilhões no mês passado, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2011. (DCI - Diário do Comércio e Indústria)
O mercado financeiro reduziu a previsão para o nível da taxa Selic no fim de maio, de 9% para 8,50%, o que indica uma expectativa de corte adicional do juro básico brasileiro de 0,50 ponto porcentual no encontro que será realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no fim deste mês. A previsão consta da Pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC), e é a primeira após a alteração nas regras de rendimento da poupança, anunciada na semana passada pelo governo e que abre espaço para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário no País.
Selic - A mudança na expectativa para a Selic acontece após sete semanas seguidas de previsões de juro em 9% no fim de maio. Os analistas ouvidos pelo BC preveem, por enquanto, que o ciclo de redução da taxa básica terminaria ao final deste mês, e a Selic permaneceria em 8,50% até o fim de 2012. Até a semana passada, o mercado previa juro de 9% ao final do ano - previsão repetida por sete semanas seguidas. Para 2013, porém, o mercado espera a volta do ciclo de alta dos juros, com a Selic em 10% no fim do próximo ano. Essa estimativa é repetida há oito semanas.
Top 5 - No grupo dos analistas que mais acertam as previsões na Pesquisa Focus, o chamado Top 5, a previsão para a Selic no fim de 2012 seguiu o mercado e caiu de 9% para 8,50%. Para 2013, no entanto, o grupo tem previsão diferente dos restantes analistas e a expectativa para a taxa caiu de 9% para 8,75%. Há um mês, esse grupo esperava Selic de 9% no fim deste ano e de 10% no fim do ano que vem. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das previsões para a Selic média no decorrer de 2012 caiu de 9,28% para 8,97%. Já para 2013, a expectativa de juro médio recuou de 9,68% para 9,50%. Há um mês, o mercado esperava, respectivamente, Selic média de 9,28% e de 9,88%.
Inflação - Embora tenha reduzido a previsão para os juros, o mercado financeiro manteve a expectativa de aumento dos preços em 2012. A mediana das expectativas para o IPCA neste ano manteve-se em 5,12%. Apesar da estabilidade, o número segue superior ao previsto um mês atrás, quando analistas esperavam inflação de 5,06%. Para 2013, as estimativas para a inflação oficial subiram pela segunda vez seguida e passaram de 5,53% para 5,56%, ante 5,50% de quatro semanas antes. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses, medida pela projeção suavizada para o IPCA, não mudou e seguiu em 5,53%, exatamente como na semana passada.
Top 5 - As estimativas para o IPCA do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5, subiram de 4,99% para 5,03% em 2012. Para 2013, a previsão se manteve em 5,40% pela terceira semana seguida. Há um mês, o grupo apostava em altas de 4,82% e 5,10% para cada ano, respectivamente. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em abril teve a quinta elevação seguida e passou de 0,56% para 0,58%, acima do 0,51% previsto há um mês. Para maio, a previsão seguiu em 0,47% pela sexta semana seguida.
PIB - A mediana das projeções para o crescimento em 2012 aumentou de 3,22% para 3,23%. Para 2013, porém, a aposta seguiu em 4,30%. Um mês antes, as estimativas eram de expansão de 3,20% neste ano e de 4,20% no próximo ano. A projeção para o crescimento da indústria em 2012 foi na direção contrária e caiu de 2,02% para 1,92%. Para 2013, a tendência foi idêntica e a mediana para a expansão industrial caiu de 4% para 3,95%. Um mês antes, a pesquisa apontava estimativa de crescimento de 2% neste ano e de 4% em 2013. Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 36,20% para 36,10%. Para 2013, a projeção manteve-se em 34,70%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 36,35% e 35% do PIB para cada um dos dois anos.
Dólar - O mercado financeiro aumentou em um centavo a previsão para o dólar no fim do ano, de R$ 1,80 para R$ 1,81. Para o fim de 2013, a expectativa subiu e também passou de R$ 1,80 para R$ 1,81, na primeira alta após seis semanas seguidas sem alterações. Há um mês, analistas previam dólar a R$ 1,78 no fim de 2012 e a R$ 1,80 no encerramento de 2013. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro elevou a previsão para a taxa média de câmbio de R$ 1,80 para R$ 1,82 em 2012. Para o próximo ano, a estimativa de dólar médio seguiu em R$ 1,80. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,77 em 2012 e em R$ 1,78 no próximo ano. (Agência Estado)
Eliminar a fome do mundo e a extrema pobreza até 2015, bem como alavancar a produção de alimentos em 70% até 2050. Estes são dois dos objetivos da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. O primeiro objetivo foi estabelecido quando a ONU trabalhava nas metas do milênio. O segundo é uma estimativa da FAO de quanto a produção agrícola tem que aumentar em decorrência do crescimento populacional. E o Brasil tem um papel chave neste contexto: “Não só pela produção de commodities agrícolas e de alimentos, mas também pelo sucesso no combate à fome e à pobreza no mundo”, afirma Hélder Mutéia, moçambicano que representa a FAO no Brasil.
Pequeno agricultor - O bom desempenho do Brasil nesse último item está vinculado às políticas de apoio ao pequeno agricultor. “70% da população mais pobre e vulnerável vive da agricultura familiar. Logo, a agricultura é o que melhor sabem fazer e é o caminho para se libertarem da pobreza. Como temos o desafio de produzir mais e melhor, o setor familiar tem um grande potencial de crescimento”, diz Mutéia.
E quanto aos médios e grandes fazendeiros? A visão da FAO é de complementaridade. “Se por um lado a agricultura empresarial garante o volume de alimentos que gera o equilíbrio da balança alimentar, a agricultura familiar está mais voltada para a diversificação”, ressalta. Para certas intervenções no campo, o setor familiar é privilegiado porque tem mais carências tecnológicas e organizacionais. “Mas a FAO trabalha também para melhorar o quadro legal relativo ao setor agrícola, promove a pesquisa dos mais variados níveis, tratados e acordos regionais e globais, além de disponibilizar informações tecnológicas, estatísticas e econômicas de grande valia para os agricultores”, conta Mutéia.E quanto aos médios e grandes fazendeiros? A visão da FAO é de complementaridade. “Se por um lado a agricultura empresarial garante o volume de alimentos que gera o equilíbrio da balança alimentar, a agricultura familiar está mais voltada para a diversificação”, ressalta. Para certas intervenções no campo, o setor familiar é privilegiado porque tem mais carências tecnológicas e organizacionais. “Mas a FAO trabalha também para melhorar o quadro legal relativo ao setor agrícola, promove a pesquisa dos mais variados níveis, tratados e acordos regionais e globais, além de disponibilizar informações tecnológicas, estatísticas e econômicas de grande valia para os agricultores”, conta Mutéia.
Trabalho - O foco da FAO é cooperar para o desenvolvimento de políticas públicas para a agricultura. No Brasil, ela apoia os seguintes programas: Segurança Alimentar, Cooperação Sul-Sul, Superação da Pobreza Extrema e Gestão Sustentável dos Recursos Naturais, além do Programa Mudança do Clima e Desertificação. Além disso, tem ação em projetos estratégicos de vários ministérios. “Somos parceiros do Programa Fome Zero, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDA). Também apoiamos o Programa Nacional de Gestão Ambiental Rural, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA)”, relata Mutéia.
Mapa - Com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a parceria é no Programa de Áreas Degradadas na Amazônia (Pradam) e em iniciativas regionais e subregionais vinculadas à Sanidade Animal, Proteção Vegetal, Biocombustíveis e Segurança Alimentar. Outro ponto central é o acesso às novas tecnologias. “A própria adoção de tecnologia exige investimento que, nem sempre, o agricultor está preparado para enfrentar, e mesmo que esteja, existe o componente do risco”, ressalva Mutéia. Por isso a ênfase na criação de políticas públicas que promovam o acesso a tecnologias, ao crédito, aos mercados, ao seguro agrícola e aos recursos naturais como a terra e a água para irrigação e suprimento para o gado. Enfim, os esforços para promover o desenvolvimento e alimentar uma população mundial em crescimento. (Sou Agro)
As rodovias sob responsabilidade do Estado, no Norte e Noroeste do Paraná, receberão R$ 461 milhões, para melhorar a trafegabilidade. Somados aos recursos que serão aplicados nas estradas das outras regiões, o investimento total será de R$ 840 milhões, pelo Programa Estadual de Recuperação e Conservação de Estradas Pavimentadas (Perc).
Parâmetros - Os parâmetros de fiscalização das obras de restauração e conservação foram discutidos com técnicos do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), nesta quinta-feira (03/05), em Londrina. Na semana passada, a diretoria do DER promoveu um encontro em Cascavel, com os técnicos do Oeste e Sudoeste, depois de ter realizado reunião semelhante em Curitiba.
Padronização de procedimentos - Os encontros permitem padronizar procedimentos e aprimorar o gerenciamento dos contratos e das obras. São estabelecidas as linha de ação, especialmente na manutenção da qualidade dos serviços que serão feitos em toda a malha rodoviária estadual. “Com as obras do Perc, o Paraná vai restabelecer a mobilidade em suas estradas, consolidando a chegada de novos investimentos nos setores agrícola e industrial que já somam R$ 16 bilhões nos últimos 14 meses”, destacou o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.
Fiscalização - O plano de trabalho apresentando em Londrina, segundo o diretor de Operações do DER, Paulo Melani, aumenta a presença do poder público na fiscalização dos serviços. “A otimização das rodovias estaduais, com menor impacto ambiental, garantirá ao Departamento de Estradas de Rodagem operacionalizar de forma mais econômica e segura o trânsito rodoviário no Estado, com maior conforto para os usuários”, acrescentou Melani.
Licitação – O programa está em fase de licitação pelo DER e foi dividido em três partes. Serão realizadas obras de conservação em 7.950 quilômetros, dentro do subprograma COP (Conservação do Pavimento). O subprograma de Conservação e recuperação descontínua com melhoria do estado do pavimento (Cremep), agirá em 2.012 quilômetros. Outro subprograma fará a Conservação da faixa de domínio. No programa COP, serão investidos R$ 250 milhões; no Cremep, R$ 410 milhões; e na Conservação da faixa de domínio, R$ 139 milhões. No Oeste e Sudoeste do Paraná, o investimento será de R$ 188 milhões. (AEN)
A Secretária de Agricultura e do Abastecimento estuda firmar uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) que prevê o monitoramento da safra paranaense via satélite. A proposta é da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, e inclui a implantação do Sistema de Integração de Geoafirmações da Agropecuária (Siga).
Culturas - Caso seja aplicado no Estado, o sistema vai monitorar a safra desde o início do plantio, prevendo aspectos climáticos e orientando técnicos e agricultores sobre os procedimentos a serem adotados no campo. Inicialmente, seriam acompanhadas as culturas de milho, soja, feijão e trigo.
Informações climáticas - O projeto prevê ainda o desenvolvimento de um sistema de informações climáticas com sensoriamento integrado, utilizando os bancos de dados da secretaria e IBGE. “Esse monitoramento é feito através do Landsat, um equipamento que transmite informações contínuas duas vezes por dia, além de um estudo detalhado de cada município a cada 16 dias”, explica o professor Vitor Augusto Ozaki, da Esalq, que apresentou o Siga aos técnicos da secretaria.
Rendimentos e perdas - Segundo Ozaki, o sistema registra informações tanto dos rendimentos de determinadas culturas quanto das possíveis perdas decorrentes de problemas climáticos. “Esses dados estariam à disposição dos agricultores através da internet, para orientá-los sobre o direcionamento das ações no campo”, diz.
Novas tecnologias - “O campo tem utilizado novas tecnologias, e isso se expressa nas constantes obtenções de recordes de safras. Mas também devemos utilizar outras ferramentas, como a boa informação. Isso ajuda o agricultor a manter a produtividade e evitar perdas”, afirma o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.
Mercado - Segundo o economista Francisco Simioni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria, o Siga também pode fornecer informações ao mercado. “Podemos ampliar o acesso do agricultor ao seguro rural tendo como base orientações cada vez mais detalhadas, precisas e consistentes. A proposta da Esalq complementa o sistema de previsão de safra, executado pelo Deral, com base na pesquisa de campo”.
Apresentação inicial - A apresentação inicial do Siga também foi assistida por representantes do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Companhia Nacional de Abastecimento, IBGE, Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Organização das Cooperativas do Paraná e universidades estaduais. (AEN)
Impulsionado por vantagens comparativas, fortalecido por pesquisas lideradas pela Embrapa, mais competitivo após a profunda desvalorização do real em 1999 e turbinado pela demanda doméstica e dos países emergentes em geral, o agronegócio brasileiro consolidou-se como um dos mais eficientes do mundo na última década e deverá ampliar seu protagonismo até 2022 - em menor velocidade, mas com ganhos de mercado em quase todas as principais cadeias produtivas.
Estudo Fiesp - Conhecido e repetido à exaustão por quem trabalha no campo ou tem ligação com ele, incluindo analistas e consultores, o cenário agora também é corroborado pelo mais amplo estudo já realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre o setor, que será divulgado hoje. O trabalho consolida uma nova postura da entidade em relação ao agronegócio e sua importância inclusive para outros setores da economia.
Desenvolvimento do BR - "A Fiesp trabalha pelo desenvolvimento do Brasil e, nesse sentido, sempre atuou para garantir a integração e o crescimento dos diversos setores da economia. Nosso Departamento do Agronegócio nasceu dessa visão e da necessidade de formular e propor políticas que levem em conta a interdependência natural entre a atividade agropecuária e a indústria de insumos e alimentos", afirma Paulo Skaf, presidente da federação.
Dez cadeias - Realizado em parceria com o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), o "Outlook Brasil - Projeções para o Agronegócio" está focado em dez grandes cadeias (algodão, arroz, cana, trigo, feijão, milho, soja, carne bovina, carne de frango e carne suína) e analisa seus impactos no segmento de fertilizantes, na infraestrutura de transporte, na lógica do uso da terra e na economia nacional.
PIB - Levando-se em consideração que o trabalho estima que o Produto Interno Bruto (PIB) dos principais segmentos analisados (arroz, milho, soja e derivados, açúcar, etanol e os três tipos de carnes) somou R$ 408,3 bilhões, o cruzamento das projeções sinaliza um crescimento desse conjunto de 42% até 2022, para R$ 578,2 bilhões. Apesar do avanço pujante, a participação desse universo de produtos no PIB nacional - cujo incremento real em 2012 foi estimado em 3,9%, e de 2013 a 2022, em 4,78% ao ano - tende a cair de 11%, em 2010, para 9% em 2022, em virtude do fortalecimento do setor de serviços. A fatia do agronegócio como um todo no PIB foi de 22% em 2010, de acordo com cálculos do Cepea/Esalq utilizados no "Outlook" de Fiesp e Icone.
Contribuição - Nesses parâmetros, detalha o trabalho, as cadeias em destaque contribuirão com 6% do crescimento esperado do PIB total brasileiro de 2010 a 2022. Isso com 23,2 milhões de pessoas ocupadas, 5,9 milhões a mais que há dois anos. "E a geração de empregos vai aumentar apesar da mecanização", realça Benedito da Silva Ferreira, diretor de agronegócios da Fiesp. Na equação exposta pelo estudo, essa geração de empregos adicionais representará 22% do total de novos postos de trabalho no país no período em questão.
Expansão limitada - Fiesp e Unica acreditam que a expansão das principais cadeias do agronegócio na ampliação de áreas ocupadas pela agropecuária no país será limitada. Em parte graças a ganhos de produtividade, mas também em razão do avanço das lavouras sobre áreas dedicadas hoje à pecuária extensiva. Dessa forma, preveem que as lavouras de primeira safra (algodão, arroz, feijão, milho e soja), que em 2011 cobriram 48,6 milhões de hectares, alcançarão 58,5 milhões em 2022, enquanto as pastagens recuarão de 181,7 milhões de hectares para 176,3 milhões.
Investimento - "As pastagens estão aptas a receberem outras culturas, mas, para isso, terão de receber investimentos", ressalva Antonio Carlos Costa, gerente de Agronegócios da Fiesp. No total, o aumento será de 230,3 milhões para 234,8 milhões de hectares, considerando o novo Código Florestal aprovado pelo Congresso.
Carne bovina - Das seis cadeias mais relevantes nas exportações que fazem parte do trabalho, a da carne bovina é a que tende a ganhar mais espaço no tabuleiro internacional até 2022, conforme o "Outlook", que para suas projeções segue metodologia adotada desde os anos 80 por instituições de referência como da Food and Agricultural Policy Research Institute da Universidade de Iowa (Fapri-ISU).
Crescimento - O trabalho estima que a produção de carne bovina do Brasil crescerá 1,5% ao ano de 2012 a 2022, abaixo da média mundial (1,9%), mas acima da média do país entre 2006 e 2011 (- 1,1%). Com isso as exportações deverão aumentar 4,3% ao ano na próxima década, menos que entre 2002 e 2011 (5,1%), mas mais que a média global (2,5%) projetada. Assim, o "market share" nos embarques mundiais poderá aumentar de 26,1%, em 2011, para 38% em 2022.
Demanda doméstica - Como em outros emergentes, a demanda doméstica de carne bovina também deverá crescer com a tendência de aumento de renda da população. Conforme o trabalho, o consumo per capita subirá de 42,5 quilos por habitante ao ano para 43,2 até 2022; em termos absolutos, o salto será de 13%, para 9,3 milhões de toneladas/ano. O mercado interno ainda deverá absorver 77% da produção em dez anos, oito pontos percentuais a menos que em 2011.
Frango - Já responsável por quase 50% das exportações mundiais, a cadeia brasileira de carne de frango deverá ganhar mais espaço e alcançar participação de 54,1% até 2022. Mas o ritmo de avanço será menor na próxima década (3,4% ao ano, ante 10% entre 2002 e 2011), bem como o da produção (2,2% ao ano, ante 6,4% de 2006 a 2011). O consumo per capita interno deverá crescer 4,2 quilos por habitante ao ano até 2022, para 50,7, e a demanda doméstica total representará quase o dobro dos embarques (10,9 milhões de toneladas).
Suínos - Mais discreto nas exportações mundiais de carne suína, o Brasil deverá ver sua fatia nas vendas globais passar de 10,5%, em 2011, para 13,4% em 2022. O ritmo de avanço deverá ser praticamente o mesmo que nos últimos dez anos (1,3%, contra 1,4%), mas o da produção será menor (1,8%, contra 2,9%). Nos dois casos, as diferenças em relação às médias mundiais são pequenas, em parte pela força da Ásia nesse mercado. Da produção prevista em 4,1 milhões de toneladas em 2022, 22% mais que em 2011, o consumo doméstico deverá representar 3,4 milhões, alta de 23% na comparação.
Grãos - Se a produção brasileira de carnes em geral terá que crescer para atender aos incrementos das demandas doméstica e externa, a de grãos terá que acompanhar a curva. Com a crescente demanda por farelo para a produção de rações e a perspectiva de expansão no segmento de óleos, para alimentação humana ou biodiesel, a produção brasileira de soja terá fôlego para crescer 2,8% ao ano entre 2012 e 2022 e atingir 96,9 milhões de toneladas, conforme o "Outlook". É menos do que entre 2006 e 2011 (5,9%), mas mais que a média mundial projetada (1,4%). Nesse horizonte, a fatia do país nas exportações poderá aumentar de 34,7%, no ano passado, para 41,2% - o que dará ao país a liderança nos embarques mundiais, hoje inferiores apenas aos dos EUA.
Milho - No milho, cereal utilizado também em rações, óleos comestíveis e na produção de etanol, a produção terá força para crescer 3% ao ano até 2022, até somar 79,7 milhões de toneladas por safra. As exportações tendem a crescer mais (3,4% ao ano, mesma taxa do avanço global), mas a participação do país nas exportações deverá cair de 10,3%, em 2011, para 9,5%. Isso por causa da forte demanda doméstica do segmento de carnes, sobretudo de frango e suína.
Açúcar - E no açúcar, finalmente, o "share" do Brasil nos embarques mundiais poderá subir de 67,6%, em 2011, para impressionantes 73% em 2022, com o crescimento anual da produção crescendo 2,4% ao ano - mais do que a média mundial (1,5%), mas menos que entre 2006 e 2011 (4,8%). Para o etanol, a expectativa é de salto de 103% da produção, para 56,2 bilhões de litros, e de 457% das exportações até 2022, para 10,3 bilhões. (Valor Econômico)
Nos capítulos sobre logística e insumos, os grandes destaques do "Outlook" preparado por Fiesp e Icone são as perspectivas de estrangulamento geral dos principais portos do país e uma provável redução da dependência de importações no mercado de fertilizantes.
Portas de saída - Mesmo levando-se em conta aportes de R$ 110 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e suficientes para 42 mil quilômetros de intervenções em infraestruturas de transporte regional divididos entre ferrovias, (25%), hidrovias (28%) e rodovias (44%), o trabalho projeta que as principais portas de saída para as exportações brasileiras de produtos do agronegócio estarão operando acima de suas capacidades - ou seja, com filas - em 2022, incluindo os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Fertilizantes - Nos fertilizantes, o "Outlook" prevê ampliação de 54% da capacidade doméstica de produção entre 2010 e 2021, o que tende a reduzir a fatia das importações dos principais nutrientes (nitrogênio, potássio e fósforo) de 71% para 56%. (Valor Econômico)