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Eficiência ambiental guia expansão da produção de aves e suínos

O último dia de atividades do cooperativismo na COP30 teve como um de seus focos a sustentabilidade na produção de aves e suínos e contou com a participação da C.Vale, representada por Fernando Varollo, coordenador de produção da cooperativa.

cop cvale 21 11 2025O último dia de atividades do cooperativismo na COP30 teve como um de seus focos a sustentabilidade na produção de aves e suínos. O painel A sustentabilidade da produção de aves e suínos no Brasil: respeito ao meio ambiente e o compromisso em atender às demandas globais por alimentos seguros, saudáveis e sustentáveis, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nessa quinta (20/11), na Agri Zone, contou com a participação da C.Vale, representada por Fernando Varollo, coordenador de produção da cooperativa.

Eficiência ambiental guia expansão da produção de aves e suínos

Fernando apresentou dados, cases e práticas que mostram como as cooperativas vêm contribuindo de forma estruturada para uma produção mais eficiente e responsável. Segundo ele, metade da produção de suínos do Paraná, e mais da metade do volume de aves, estão nas mãos de cooperativas. “Isso revela a relevância do movimento no Brasil, que cresce ano após ano e ainda tem enorme potencial de expansão”, afirmou. 

Entre os exemplos apresentados, o coordenador destacou a implantação de uma estação de tratamento de água para reuso, que permite à C.Vale reaproveitar cerca de 60 milhões de litros por mês em atividades operacionais. O processo reduz a captação de novas fontes e garante retorno de água tratada ao meio ambiente em padrões de alta qualidade. “Inserir sustentabilidade na tomada de decisão deixou de ser opcional. A gente percebe o impacto direto disso no território, na operação e na eficiência”, acrescentou. 

Fernando também apresentou resultados de projetos de geração de energia a partir do biogás das granjas, iniciativa que permite injetar eletricidade na rede em horários estratégicos, reduz emissões e custos operacionais. Outro ponto mencionado foi o aproveitamento integral dos dejetos da produção: mais de 97% do material é destinado à adubação de áreasEficiência ambiental guia expansão da produção de aves e suínos agrícolas, o que contribui para fechar ciclos produtivos e fortalecer a economia circular. “Para muitos produtores, o adubo gerado vale mais aplicado na lavoura do que vendido”, explicou. 

O nível de integração das etapas produtivas da C.Vale também chamou atenção. Desde a semente que origina a soja, passando pela armazenagem, esmagamento, fabricação de ração, matrizeiros, terminação e abate, até chegar à logística e ao varejo, todas as etapas são controladas pela cooperativa. O resultado é um dos sistemas de rastreabilidade mais completos do país, garantindo segurança alimentar e acesso a mercados exigentes no mundo todo. “Quando a gente fala de rastreabilidade é saber exatamente onde, como e por quem cada lote foi produzido”, completou.

O painel também contou com a participação de Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reforçou o papel do Brasil como potência produtiva sem pressão ambiental. Para ele, o país reúne tecnologia, eficiência e capacidade para ampliar a oferta de alimentos no mundo. “Temos condições de produzir com sustentabilidade e atender uma demanda global crescente, ao mesmo tempo em que enfrentamos o desafio da fome”, argumentou. 

Sálvio Silvia, secretário municipal de Produção e Agronegócio de Santa Izabel do Pará, lembrou que a realidade produtiva da região amazônica impõe desafios únicos, sobretudo pela alta proporção de áreas preservadas nas propriedades rurais, muitas delas com mais de 70% de reserva legal. Segundo ele, essa configuração exige que qualquer nova estrutura produtiva respeite rigorosamente a legislação ambiental, já que muitos empreendimentos ficam próximos a cursos d’água que alimentam o rio Guamá. (Sistema OCB)

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