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Estudo da ACI Américas destaca avanços do coop entre 2012 e 2025

O cooperativismo nas Américas foi tema de um novo estudo da ACI Américas, que analisa a trajetória do setor entre dois marcos históricos: o Ano Internacional das Cooperativas de 2012 e o que está sendo celebrado novamente pela ONU em 2025.

aci 10 11 2025O cooperativismo nas Américas foi tema de um novo estudo da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI Américas), que analisa a trajetória do setor entre dois marcos históricos: o Ano Internacional das Cooperativas de 2012 e o que está sendo celebrado novamente pela ONU em 2025. O relatório, intitulado Evolução do cooperativismo entre os anos internacionais 2012-2025, foi apresentado, na quinta-feira (07/11), em reunião on-line com o Sistema OCB. 

A pesquisa reúne análises de especialistas de países como Argentina, Brasil, Chile, México e Paraguai, e aborda políticas públicas, avanços normativos e novas formas associativas que tem fortalecido o cooperativismo como modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo na região. 

No caso brasileiro, o estudo reconhece o avanço expressivo do ambiente regulatório, com 115 marcos legais e institucionais identificados entre 2012 e 2025, resultado direto da atuação conjunta do Sistema OCB e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). O documento ressalta que esse processo contribuiu para ampliar a segurança jurídica das cooperativas, promover tratamento tributário adequado ao ato cooperativo e incluir demandas do setor em políticas públicas estratégicas. 

Para a ACI Américas, esse conjunto de transformações posiciona o Brasil como referência no fortalecimento institucional do cooperativismo nas Américas. O estudo destaca ainda o impacto do movimento cooperativo na inclusão produtiva, na inovação social e na construção de economias mais sustentáveis, pilares que se conectam diretamente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que a publicação da ACI Américas reforça o papel do cooperativismo como agente de transformação social e econômica. “O estudo traduz, com base em dados e análises consistentes, aquilo que o movimento brasileiro tem demonstrado ao longo dos anos: o cooperativismo é uma força viva, capaz de inovar, gerar prosperidade e promover inclusão de forma sustentável”, avaliou.

Ele acrescenta que o reconhecimento internacional é um incentivo para ampliar o diálogo com a sociedade. “O cooperativismo brasileiro vem mostrando resultados concretos e estudos como este ajudam a dar visibilidade a esse trabalho. Em um momento em que o mundo busca alternativas mais humanas e colaborativas, o modelo cooperativo se consolida como um caminho seguro para o desenvolvimento”, completa. 

O relatório da ACI Américas também aponta tendências emergentes, como o fortalecimento da participação de mulheres e jovens nas cooperativas; o uso de tecnologias digitais e big data em processos de gestão e a expansão de experiências de economia verde e circular. (Sistema OCB)

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