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Palestra de combate à violência contra mulheres reúne cooperativas de todo o Paraná

A conselheira estadual de Políticas para Mulheres no Paraná, coordenadora global de Letramento no Combate a violências do Grupo Mulheres do Brasil, Larissa Hack, conversou com cooperativas de todo o Paraná sobre o combate à violência contra mulheres.

A conselheira estadual de Políticas para Mulheres no Paraná, coordenadora global de Letramento no Combate a violências do Grupo Mulheres do Brasil, Larissa Hack, conversou com cooperativas de todo o Paraná, na manhã desta terça-feira (28/10), sobre o combate à violência contra mulheres. A palestra, realizada de forma online pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR e da Ocepar, teve como objetivo sensibilizar sobre a necessidade de uma cultura de prevenção.  

O superintendente do Sescoop/PR, José Ronkoski, recebeu os participantes destacando a alta adesão das cooperativas ao tema: “Foram mais de 200 inscritos, o que revela a necessidade de conversarmos sobre o assunto. Estamos programando diversas ações relacionadas ao combate à violência contra as mulheres, para que as cooperativas estejam, cada vez mais, atentas à criação de ambientes seguros e igualitários”. 

A coordenadora de Enfrentamento de Violências Contra a Mulher da secretaria de estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), Carla Konieczniak Aguiar, também abriu o evento com uma fala sobre a necessidade de engajamento de todos para a criação de uma cultura de paz. “Contar com a adesão das cooperativas e do Sistema Ocepar nesta jornada de combate à violência contra as mulheres é de extrema importância, sobretudo pelo papel social que as cooperativas representam para o Paraná”, disse. 

A coordenadora de Relações Institucionais da Ocepar, Daniely da Silva, lembrou que a pauta veio como mais uma iniciativa das cooperativas neste ano celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “A adoção de iniciativas de prevenção à violência contra as mulheres, reforçada pela parceria entre o Sistema Ocepar e a Semipi, será um importante legado que estamos deixando, neste Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU em 2025. As cooperativas já se mostram comprometidas nesta frente e sabemos que as ações programadas a partir deste ano deverão reforçar ainda mais esse compromisso.”  

Indicadores da violência 

Segundo Larissa Hack, há questões estruturais que têm mantido a prática da violência. Ela revelou que uma a cada três mulheres sofre violência e não denuncia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). “De acordo com a OMS, a violência doméstica é um problema de saúde pública. Em 2017, houve prejuízo de R$ 1 bilhão do PIB nacional, devido à violência contra a mulher, segundo um estudo realizado em conjunto entre o Instituto Maria da Penha e a Universidade Federal do Ceará”, alertou. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, 23% das mulheres já recusaram uma proposta ou desistiram do emprego por causa do parceiro. 

Ainda sobre o tema, o Instituto Igarapé apresenta entre os principais fatores de risco para as mulheres vítimas de violência questões como a gravidez, contexto étnico (com tendência maior de violência contra mulheres negras), faixa etária (com mulheres mais novas e mais velhas mais vulneráveis), histórico familiar, presença de crianças de  outros relacionamentos, e relacionamento anterior abusivo. Entre as características dos homens que apareceram mais relacionadas a comportamentos de risco, ela listou saúde mental, histórico familiar, desemprego, posse de arma de fogo, uso de álcool e uso de drogas. 

“Segundo esses estudos, os principais fatores de proteção para as mulheres estão o letramento, ou seja, ter consciência da situação de violência, grau de escolaridade, ter casa própria e autonomia financeira”, revelou.  

Selo ABNT 

A palestra Violência Contra Mulher reforça o compromisso do Sistema Ocepar de incentivar e estimular ambientes seguros para as mulheres dentro das cooperativas, assumido junto à Semipi em julho deste ano. Com a assinatura do termo de compromissos com a secretaria, o Sistema Ocepar adere ao Selo de Boas Práticas no Combate à Violência Contra as Mulheres da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria com o Instituto Nós por Elas. A adesão prevê capacitações e treinamentos das cooperativas no tema. 

No Paraná, de acordo com a Semipi, foram registrados 430 crimes de feminicídio entre 2019 e 2024, em todas as regiões do estado. Em 2023, foram registrados 250.189 boletins de ocorrência por violência, com vítimas mulheres.  

Atividades 2026 

Ao final da palestra, a coordenadora de Desenvolvimento Profissional do Sescoop/PR, Ketlyn Zipperer, apresentou as iniciativas do Sistema Ocepar voltadas à criação e manutenção de ambientes seguros para mulheres. Haverá um ciclo de palestras, com temas já definidos, nos meses de janeiro, março, julho, agosto e novembro. “Será também ofertado um workshop de preparação para as cooperativas que desejam o Selo de Boas Práticas no Combate à Violência Contra as Mulheres da ABNT, com sessões de mentoria. Além disso, teremos um programa de formação em agentes do cuidado para acolhimento no ambiente de trabalho”, informou. 

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