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Cooperativismo entra nas propostas dos municípios aos presidenciáveis

O cooperativismo ganhou espaço entre as prioridades apresentadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aos pré-candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026. O documento inclui um capítulo específico voltado ao modelo cooperativista.

sistema ocb 27 05 2026O cooperativismo ganhou espaço de destaque entre as prioridades apresentadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aos pré-candidatos à Presidência da República nas Eleições 2026. Publicado na segunda-feira (25/05), o documento Compromissos com os Cidadãos — Propostas aos Presidenciáveis para o Fortalecimento da Gestão Municipal inclui um capítulo específico voltado ao fortalecimento do modelo cooperativista como instrumento de desenvolvimento local, inclusão produtiva e ampliação do acesso a serviços essenciais.

A inclusão do tema reforça o reconhecimento crescente do impacto das cooperativas na economia dos municípios brasileiros, especialmente em áreas como crédito, saúde, agropecuária, infraestrutura, transporte, reciclagem e compras públicas. O texto destaca que o cooperativismo contribui para aumentar renda, produtividade e competitividade nas comunidades onde atua, além de gerar empregos, promover inclusão financeira e fortalecer a circulação de riqueza nos territórios.

Entre os compromissos defendidos pela CNM estão a ampliação do acesso das cooperativas às linhas oficiais de crédito, a garantia de participação em compras governamentais, o fortalecimento das políticas de apoio à agricultura familiar e o reconhecimento da atuação das cooperativas como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

O documento também defende maior segurança jurídica para o modelo cooperativista, com inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no novo sistema tributário brasileiro. Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar o acesso das cooperativas a fundos constitucionais, regionais e instrumentos voltados à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“O cooperativismo está presente onde muitas vezes outras estruturas não conseguem chegar. Ele gera desenvolvimento local, promove inclusão produtiva, fortalece pequenos negócios e ajuda a transformar a realidade econômica e social dos municípios brasileiros. Ver esse reconhecimento incorporado às propostas da CNM mostra que esse modelo econômico vem sendo cada vez mais compreendido como uma ferramenta estratégica para o país”, afirmou a presidente executiva do Sistema OCB , Tania Zanella. Ela destacou ainda que o fortalecimento das cooperativas passa diretamente pela construção de um ambiente regulatório mais seguro e por políticas públicas capazes de ampliar oportunidades para o setor.

 “Quando falamos em ampliar acesso ao crédito, fortalecer compras públicas, incentivar inovação ou garantir segurança jurídica, estamos falando também de criar condições para que as cooperativas continuem gerando emprego, renda e desenvolvimento nas comunidades. O cooperativismo tem capacidade de impulsionar economias locais e melhorar a qualidade de vida das pessoas”. O documento da CNM cita dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, que apontam que o setor reúne atualmente 25,8 milhões de cooperados em 4.384 cooperativas, responsáveis pela geração de mais de 578 mil empregos diretos e R$ 757,9 bilhões em ingressos.

A publicação também menciona estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), segundo o qual municípios com presença cooperativista registram, em média, PIB per capita R$ 5,1 mil superior ao de cidades sem cooperativas. Além disso, mostra que o cooperativismo contribui para aumento da arrecadação, fortalecimento do mercado local e redução da dependência de políticas assistenciais. (Sistema OCB)

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