Notícias representação
A participação do leite industrializado vem crescendo em relação à produção total e registrou 70% em 2011, contra 66% em 2005, configurando uma queda do leite informal. Essa é a análise da Associação Leite Brasil, baseada no consolidado da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgada na quinta-feira (29/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Média - O volume de leite industrializado pelos estabelecimentos sob Inspeção Federal em 2011 cresceu 3,9%, passando de 20,873 bilhões em 2010 para 21,692 bilhões de litros no ano passado. "O crescimento é positivo, porém ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, quando registrou 5,2%, e muito aquém do pico anotado em 2008, de 8%", considera Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil.
Profissionalismo - "Um dos fatores que contribuíram para o aumento da produção total de leite é o profissionalismo do produtor que, mesmo convivendo com elevados custos de produção, competição de outras atividades commodities e fatores climáticos adversos, investiu na compra de animais leiteiros", conta Rubez. De acordo com levantamento do Banco Central, houve um crescimento de 11,3% nos financiamentos para vacas leiteiras, passando de R$ 1,483 bilhão em 2010 para R$ 1,651 bilhão em 2011.
Otimismo - Apesar dos aspectos desfavoráveis, a visão do mercado ainda é otimista. "Acreditamos que a produção de leite em 2012 retome o crescimento médio registrado nos últimos anos", considera Rubez.
Histórico - Realizado desde 1997, a Pesquisa Trimestral do Leite coleta informações de todos os estabelecimentos que se dedicam à atividade leiteira e estão sob inspeção federal, estadual ou municipal. Em 2011, Amazonas e Sergipe tiveram o maior crescimento percentual da aquisição, respectivamente 190,6% e 46,4%, embora suas produções sejam pouco representativas em termos nacionais. Roraima, por sua vez teve queda da aquisição de 32,8%. Clique aqui para ver a pesquisa completa do IBGE.
Sobre a Leite Brasil - A Associação Brasileira dos Produtores de Leite - Leite Brasil - é uma entidade de classe de representação nacional dos produtores de leite, fundada em 1997, em São Paulo. Tem como objetivo defender institucionalmente os produtores nas esferas pública e privada, nacional e internacional, mediando conflitos e estabelecendo diretrizes que valorizem a atividade e o produto. As três principais bandeiras da organização são a defesa da renda do produtor de leite, a extinção do leite informal e a modernização das normas de produção. (Assessoria de Imprensa da Leite Brasil)
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) teve deflação de 0,38% em fevereiro, depois de apresentar deflação de 0,43% em janeiro (revisado de -0,46% estimado anteriormente pelo instituto), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o IPP apresentou deflação de 0,81% e, em 12 meses, o registrou alta de 0,76%. De acordo com o IBGE, 9 das 23 atividades monitoradas no IPP apresentaram alta nos preços. Os maiores avanços foram em confecção de artigos do vestuário (+2,17)% e impressão (+1,99%). O IPP mede a variação dos preços dos produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.
Alimentos em baixa - Segundo o IBGE, partiu dos alimentos a maior influência na variação negativa do indicador: o grupo contribuiu com uma queda de 0,24 ponto percentual, seguido de outros produtos químicos (-0,11 pp) e outros equipamentos de transporte (- 0,04 pp). Os preços do setor de alimentos, quando comparados aos de janeiro, tiveram variação negativa de 1,25%, a quarta taxa negativa consecutiva.
Fevereiro - Com a variação de fevereiro, os preços do item alimentos acumulam, em 2012, uma variação negativa de 1,34%. Na comparação dos últimos doze meses, a variação média dos preços do setor recuou de 2,18% para 1,41%, com isso é o sexto mês em que as taxas vêm decrescendo, após terem atingido, em agosto de 2011, 15,97%. Em fevereiro, as maiores quedas foram em fumo, com baixa de 2,90%; e outros equipamentos de transporte, com recuo de 1,90%.
Outros setores - Já a indústria química registrou, em fevereiro, variação negativa de 1,04% com relação a janeiro de 2012. Foi a quarta queda consecutiva do indicador do setor (a última variação positiva foi em outubro de 2011). No ano, o segmento registrou variação negativa de 3,07% e no comparativo entre fevereiro 2012 e fevereiro 2011, o setor apresentou resultado negativo de 1,56%, o que, para este indicador, foi o primeiro resultado negativo desde o início da série, em dezembro de 2010.
Equipamentos de transporte- Quanto ao item outros equipamentos de transporte, em fevereiro de 2012, os preços da atividade apresentaram variação negativa de 1,90%, quando comparados a janeiro. Desta forma, o acumulado no ano mostrou deflação de 3,46%. Nos últimos doze meses, o setor apresentou variação positiva de 3,62%, inferior às variações registradas nos quatro meses anteriores. (Valor Econômico)
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Atividade Econômica subiu 0,4% em janeiro na comparação com o último mês de 2011, para 98,5 pontos. Foi a sexta alta consecutiva do índice, que se propõe a antecipar os movimentos da economia com seis meses de antecedência. Para a Serasa, este resultado indica que a atividade da economia brasileira tende a acelerar no decorrer do ano de 2012, não apenas devido à sequência de avanços do indicador, mas também porque as altas recentes se mostram cada vez maiores.
Fatores - Um conjunto de fatores, argumentam os economistas da Serasa, deve contribuir para que a economia ganhe ritmo: o ciclo de redução da taxa básica de juros, a perspectiva de manutenção do nível de desemprego em níveis historicamente baixos, o aumento do salário mínimo e a queda da inflação. Ainda assim, a atividade econômica deve continuar abaixo do potencial na visão da Serasa, já que o indicador ainda não retomou o patamar dos 100 pontos. (Valor Econômico)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em comunicado assinatura de dois acordos com os presidentes dos bancos de desenvolvimento de China, Rússia, Índia e África do Sul, países integrantes do grupo Brics. As parcerias têm como objetivo abrir caminho para a intensificação das relações econômicas entre as potências emergentes, segundo o BNDES.
Guarda-chuva - Um dos acordos, o Master Agreement, ou "acordo guarda-chuva" estabelece princípios gerais para a concessão de linhas de crédito em moeda local. Outro, o Letter of Credit Agreement, ou acordo de carta de crédito, define regras para a confirmação de cartas de crédito em operação de exportação entre os cincos países.
Vigência - Os acordos têm vigência de cinco anos. A assinatura ocorreu durante o Quarto Encontro dos Líderes do Brics, em Nova Déli, na Índia. O documento foi assinado entre o BNDES, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB), o Banco de Desenvolvimento da Rússia (Vnesheconombank), o Eximbank da Índia e o Banco de Desenvolvimento da África do Sul (DBSA). Em seu informe, o banco lembrou que, nos últimos anos, houve estreitamento das relações político-econômicas entre os governos dos Brics. Isso permitiu aproximação entre seus bancos de desenvolvimento. (Valor Econômico)
Numa pressão sem precedentes, um grupo representando 40 países ameaçou hoje denunciar a Argentina na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando restrições generalizadas à entrada de suas exportações no mercado argentino. Em comunicado no Conselho de Bens da OMC, os EUA, UE (27 países), México, Austrália, Japão, Coreia, Taiwan, Tailândia, Turquia, Israel, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Panamá sinalizam o caminho para uma batalha comercial contra Buenos Aires. Canadá e Costa Rica retiraram suas assinaturas do documento antes da divulgação.
Licença não automática - O grupo reclama que as medidas impostas pela Argentina incluem amplo uso de licença de importação não automática, além de pré-registro e autorização prévia de todas as importações para a Argentina, de uma forma que violaria as regras da OMC.
Aumento da lista - Alegam ainda que, desde 2008, a Argentina vem expandindo a lista sujeita à licença de importação não automática, o que retarda enormemente a entrada dos produtos, afetando agora também a entrada de computadores portáteis, eletrodomésticos, aparelhos de ar-condicionado, tratores, máquinas e equipamentos, carros e autopeças, plásticos, químicos, pneus, brinquedos, têxteis e vestuário, malas, bicicletas e produtos de papel.
Procedimento máximo - Americanos, europeus e asiáticos reclamam que a licença não automática de importação imposta pela Argentina não respeita, por exemplo, o procedimento máximo no período de 60 dias. Dizem que muitas companhias esperam até seis meses ou mais para ter a autorização para entrar com as mercadorias. Outras simplesmente não recebem o sinal verde para vender seus produtos, sem qualquer explicação.
Falta de transparência- "A falta de transparência na implementação pela Argentina de licença de importação cria profunda incerteza para os exportadores e para os investidores naquele país", diz o comunicado, insistindo que a barreira causa "enormes custos" para as companhias.
Todos os produtos - Na prática, estimam que a Argentina esteja restringindo a importação "de todos os produtos". Denunciam também que muitas companhias importadoras receberam telefonemas de funcionários do governo argentino, informando que eles têm de concordar em reequilibrar a balança comercial para receber o direito de importar.
Único caminho - O grupo de países cita também o anúncio do governo sobre equilíbrio na balança comercial e acordos sobre a produção doméstica, com a exigência de que companhias produzam no país sem levar em conta se isso é economicamente viável. Para o grupo, do jeito que a situação está, o único caminho será denunciar a Argentina diante dos juízes da OMC, num longo processo que depois pode levar à retaliação contra produtos argentinos. (Valor Econômico)